Seis marcas ingressaram pela primeira vez no ranking Kantar BrandZ das 50 marcas brasileiras mais valiosas. A lista das estreantes é liderada pelo iFood, avaliado em US$ 2,245 bilhões, que já chega à 11ª posição. Smart Fit, Inter, Stone, Mateus e Vivara completam o grupo, que reúne empresas de quatro categorias e soma US$ 4,6 bilhões em valor de marca.
A entrada desses nomes amplia a presença no ranking de marcas ligadas ao cotidiano dos brasileiros, como alimentação, atividade física, serviços financeiros e varejo. Embora atuem em mercados diferentes, as seis estreantes construíram relevância em setores marcados pela digitalização, pela ampliação do acesso e pela disputa por uma relação mais frequente com o consumidor.
As estreias mostram que valor de marca não está restrito a empresas centenárias ou aos maiores setores da economia. Essas marcas conseguiram ocupar um espaço relevante na vida das pessoas e transformar essa relação em predisposição de escolha e geração de demanda. O ponto em comum é a capacidade de combinar significado, diferenciação e presença mental, mesmo em mercados muito competitivos.
iFood é a estreante que mais cresceu no Kantar BrandZ Brasil 2026
O iFood responde sozinho por quase metade do valor das novas integrantes. Uma das principais plataformas de entrega de refeições do país, a empresa ocupa a melhor colocação entre as estreantes e supera marcas já estabelecidas no ranking. O desempenho da marca, lançada em 2012, mostra como plataformas digitais que passam a fazer parte da rotina do consumidor podem transformar escala, conveniência e frequência de uso em valor de marca.
A Smart Fit estreia na 33ª posição, avaliada em US$ 760 milhões, e leva o setor de lazer ao grupo das novatas. Na sequência aparecem Inter, na 37ª colocação, com US$ 555 milhões, e Stone, na 40ª, com US$ 451 milhões. A presença das duas reflete a crescente relevância dos serviços financeiros no país, impulsionada pela digitalização, pela entrada de concorrentes digitais e pela expansão do acesso da população ao sistema financeiro.
O Inter se destaca por ter ampliado sua atuação para além dos serviços bancários. Criada como banco tradicional, a empresa tornou-se totalmente digital e, em 2019, lançou um superapp que reúne serviços financeiros, compras e outras soluções voltadas principalmente aos consumidores mais jovens. Segundo o estudo, essa abordagem está associada a uma percepção de diferenciação da marca em uma categoria que passa por rápida transformação.
No varejo, Mateus e Vivara fecham a relação de estreantes. A rede maranhense de supermercados e hipermercados Mateus ocupa a 45ª posição, com valor de marca de US$ 342 milhões.
A Vivara aparece logo depois, em 46º lugar, avaliada em US$ 315 milhões. O relatório atribui o desempenho da Vivara à combinação entre acessibilidade e aspiração no mercado de joias. A empresa alia produtos orientados por design, presença em diferentes ocasiões de consumo e uma operação omnichannel. Como resultado, alcançou um índice de Poder de Demanda de 215 pontos, mais que o dobro da média de sua categoria.
Marcas estreantes no Kantar BrandZ Brasil 2026
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Posição |
Marca |
Valor de marca |
Categoria |
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11ª |
iFood |
US$ 2,245 bilhões |
Tecnologia empresarial e plataformas de serviços |
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33ª |
Smart Fit |
US$ 760 milhões |
Lazer |
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37ª |
Inter |
US$ 555 milhões |
Serviços financeiros |
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40ª |
Stone |
US$ 451 milhões |
Serviços financeiros |
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45ª |
Mateus |
US$ 342 milhões |
Varejo |
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46ª |
Vivara |
US$ 315 milhões |
Varejo |
Sobre o Kantar BrandZ
O Kantar BrandZ calcula o valor de marca a partir de indicadores financeiros e da percepção dos consumidores. A metodologia avalia a parcela do valor do negócio gerada diretamente pela força da marca e por sua capacidade de levar as pessoas a escolhê-la em relação às concorrentes ou a pagar mais por ela. Sua base global reúne 5,6 bilhões de pontos de dados, 4,6 milhões de entrevistas, 22.392 marcas, 545 categorias e 54 mercados.
Ao todo, as 50 marcas brasileiras mais valiosas somam US$ 101,144 bilhões em 2026, crescimento de 22% em comparação com a edição de 2024. Entre as empresas presentes nos dois levantamentos, 59% registraram valorização no período. Como as seis marcas aparecem pela primeira vez, não há base comparável de evolução nem mudança de posição em relação ao ranking anterior.